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 07/11/2016 22:31:00


Ex-estudante de medicina de Ipatinga é preso acusado de fraudar Enem

De acordo com as investigações da polícia, a quadrilha cobrava entre R$150 e 180 mil, a depender da universidade que o candidato pretendia ingressar

Fantástico


Dez pessoas foram presas acusadas de fraudar o Enem em Minas Gerais, Bahia e Ceará
O ex-estudante de medicina de Ipatinga Rodrigo Ferreira Viana foi preso domingo (6) acusado de chefiar uma quadrilha de fraudadores do Enem. Outras nove pessoas envolvidas no esquema foram detidas pela Polícia Federal em uma operação que aconteceu em Montes Claros, sede da organização criminosa. Os acusados foram presos antes do início das provas.

De acordo com as investigações da polícia, a quadrilha cobrava entre R$150 e 180 mil, a depender da universidade que o candidato pretendia ingressar. O grupo transmitia as respostas para candidatos em três cidades em Minas, incluindo Montes Claros, uma na Bahia e outra no Ceará. Durante as investigações, Rodrigo Viana aparece em um vídeo recebendo dinheiro de um comparsa. Ainda segundo as apurações, o ex-estudante de medicina contratava alunos e professores que faziam as provas e depois repassavam as respostas.

Conforme foi noticiado ontem no Fantástico, as investigações começaram 15 dias atrás quando uma pessoa que soube do esquema por meio de um dos integrantes da quadrilha desabafou com um padre.
Fantástico


Rodrigo Ferreira Viana foi apontado pela polícia como o chefe da quadrilha


PONTO
A polícia descobriu que as respostas das provas do Enem eram passadas por celular e chagavam aos candidatos por um ponto que ficava dentro do ouvido e só podia ser colocado ou retirado com pinça. Segundo a PF, o golpe era muito sofisticado. Os contratados pela quadrilha iam aos locais de provas, resolviam as questões rapidamente e depois se dirigiam a um local onde de lá enviavam as respostas para os alunos que pagaram a quadrilha.

As respostas eram repassadas por um celular. O aparelho que recebia a ligação é do tamanho de um cartão de crédito que possui um chip. O candidato fraudador prendia o cartão no peito debaixo da roupa e a ligação era enviada a um ponto que está no ouvido do aluno.

Na hora das provas as tosses eram o código que o candidato usava para informar se entendeu ou não a resposta. Se o estudante tossia uma vez, significava que ele compreendeu; duas tosses indicavam que o candidato não havia entendido o gabarito da prova.

No sábado, a PF flagrou os bandidos transmitindo respostas aos candidatos em tempo real. A primeira palavra correspondia à pergunta e a segunda à resposta certa. Ontem as dez pessoas foram detidas antes do início das provas do Enem. Para polícia a segurança nos locais de provas falhou já que o equipamento não foi detectado.

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