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 05/10/2016 22:39:00


Policiais civis de Ipatinga são acusados de subornar motorista

Segundo investigações, eles pediram R$20 mil para que motorista não respondesse criminalmente sobre adulteração de veículo


Os policiais acusados são lotados na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ipatinga
O Ministério Público de Minas Gerais (MP) denunciou três policiais civis de Ipatinga pelo crime de concussão (suborno) e ameaça. Entre os acusados estão os investigadores Renilson José de Assis, 34 anos e Gilson Eustáquio do Carmo, 48 anos. O delegado Ricardo Casari Borges Bastos de Oliveira, 32 anos, também foi denunciado pelo mesmo crime. Todos se encontram detidos na Casa do Policial Civil em Belo Horizonte.

De acordo com as investigações da Corregedoria da Polícia Civil os policiais e um homem que se fazia passar por detetive, Levy de Castro Filho, 32 anos, teriam subornado um motorista o ano passado. Consta nos autos das apurações que no dia 11 de março de 2015, a vítima que estava em um Corolla, no bairro Cidade Nobre foi abordada por Gilson, Renilson e Levy.

Conforme o que foi levantado, o trio disse ao motorista que o carro dele tinha se envolvido em um latrocínio e ainda disseram que o veículo estava adulterado. Ainda segundo as investigações e a denúncia do MP, o delegado Ricardo Cesari chegou momentos depois dizendo que “a casa havia caído” para a vítima, e que ela deveria conversar com os demais (Gilson, Renilson e Levy).

SUBORNO
Os corregedores da PC apuraram que os policiais e Levy exigiram R$20 mil da vítima para ela não responder criminalmente pela adulteração do carro. Ainda segundo as investigações, o homem teria aceitado o suborno tendo um prazo de três dias para fazer o pagamento. “Levy ainda teria constrangido a vítima e ameaçado dizendo que se ele não pagasse o valor, ele (Levy) o ‘encontraria’”, diz trecho da denúncia.

O caso só veio à tona depois que a vítima contou para policiais militares que estava sofrendo ameaças de Levy, inclusive por mensagens telefônicas. A Corregedoria passou a investigar o caso depois que encontrou incoerência da data do fato (11/03/2015), com o dia do registro da ocorrência (16/03/2015), dando a entender que a notificação do fato foi postergada para aguardar o pagamento do suborno. Para o MP, verificou-se que todos os denunciados tinham um papel definido.

CORRUPÇÃO
Os detetives foram descobertos na 2ª fase da operação de combate a crimes praticados por policiais civis, especialmente, concussão, corrupção e participação em organização criminosa. A operação foi desencadeada em Ipatinga em setembro passado pela Corregedoria da Polícia Civil.

Na 1ª fase da operação, ocorrida no mês passado, foram presos o delegado Ricardo Cesari – que ainda responde a outros dois casos de crime de concussão – e o detetive Flávio Cordeiro de Souza, de 44 anos. O delegado entrou com um pedido de Habeas Corpus no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mas ainda não foi julgado.

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