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 01/09/2016 23:44:00


Fala de Jesus e depois mata

“Fiquei todo sujo do sangue”, diz assassino de morador de rua

Gizelle Ferreira


Homicida confesso, Cristiano contou detalhes sobre como matou o morador de rua
Cristiano Luiz Pereira Rocha, de 28 anos, foi apresentado à imprensa na tarde desta quinta-feira (1º) pela Polícia Civil de Ipatinga. Ele é acusado de matar a pauladas e pedradas Paulo Damião Eduardo, 43 anos. O crime aconteceu em junho deste ano. A vítima dormia em via pública debaixo de um cobertor quando foi pego de surpresa por Cristiano. Paulo chegou a ficar internado vários dias, mas morreu em decorrência do traumatismo craniano provocado pelas agressões.

Segundo as investigações, o acusado e a vítima eram moradores de rua e a motivação do crime está ligada a uma discussão sobre religião. Durante a entrevista desta quinta, Cristiano disse que ao falar de Jesus para Paulo, acabou sendo ofendido. “Ele me ofendeu, mas no dia eu não fiz nada. Fiquei com aquela raiva escondida e três dias depois, bêbado, eu decidi me vingar. Fui atrás dele, chutei a perna dele e ele descobriu o rosto, olhou para mim e já gritou “não”! Peguei a pedra e já lancei com toda força na cabeça dele. Fiquei todo sujo do sangue dele. Ainda peguei o pedaço de pau e dei vários golpes no rosto dele”, detalhou.

PRESO E LIBERADO
Cristiano disse que no dia dos fatos chegou a se entregar à polícia. Ele foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil acusado de lesão corporal leve. Foi ouvido pelo delegado de plantão e liberado. Após a morte de Paulo, ocorrida em julho deste ano, a polícia pediu o mandado de prisão do acusado, que foi detido na semana passada, no bairro Iguaçu. O delegado de homicídios indiciou Cristiano por homicídio triplamente qualificado.

“É um indivíduo que não demonstra ter qualquer apreço pela vida humana. Ao mesmo tempo que ele fala em Deus, ele fala em matar de novo, sem demonstrar qualquer arrependimento pelo crime. Ele fala que quando sair da cadeia quer ter uma arma de fogo e fazer uma chacina. Ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e por meio cruel”, declarou o delegado de homicídios Marcelo Castro.


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